Saiba como superar as limitações do Time Machine

 

Desde seu lançamento, como parte do OS X 10.5 Leopard, em 2007, o recursos Time Machine possibilitou aos usuários de Mac uma maneira fácil de fazer backup e restaurar arquivos. Mas sua estrutura fez dele algo abaixo do ideal para certos tipos de cópias de segurança. Com o passar do tempo, os produtos para backup evoluíram; como a  Time Machine pode competir com os produtos de hoje?

Upgrades
Apesar do Time Machine ter sido modificado muito desde seu lançamento, outros fatores fizeram com o que fosse uma opção mais viável para alguns usuários.

Melhorias no Time Capsule
Os primeiros dois modelos eram de 500 GB e 1 TB, respectivamente; agora é possível optar entre 1 TB e 2 TB de armazenamento. Além disso, a Apple aparentemente resolveu problemas que resultaram em uma taxa alta de falhas em equipamentos anteriores.

Armazenamento em rede terceirizado
O Time Machine sempre teve suporte para backups em volumes hospedados em outros Macs e Time Machines em uma rede, mas agora um crescente número de equipamentos de NAS (Network-Attached Storage) terceirizados funciona com o Time Machine – como o Drobo FS (699 dólares) e o DroboPro FS (1.999 dólares), Home Media Network da Iomega (170 a 230 dólares), LaCie Ethernet Disk (700 a 1400 dólares), SmartStor NS4600 Series da Promise Technology (499 dólares) e o Synology DS410j (382 dólares).

Compatibilidade de software melhorada
Softwares que armazenam seus dados em um único grande arquivo sempre tiveram problemas com o Time Machine, que copia os arquivos integralmente toda vez que são modificados – em outras palavras, toda vez que o programa era utilizado. Contudo, cada vez mais os desenvolvedores estão se adaptando para fazer seus produtos funcionarem melhor com o periférico. Tanto o Outlook 2011 quanto o Parallels Desktop 6, por exemplo, agora armazenam os dados em “pequenos pedaços” compatíveis.

Os problemas começam aqui
Ainda sim, certas limitações importantes permanecem, e fazem com que o usuário tenha que incrementar ou mesmo substituir o Time Machine. Felizmente, o campo de escolhas é vasto. O espaço não permite colocar em pauta todos as questões, mas aqui vão os problemas mais importantes e os programas mais representativos para solucionar esses obstáculos.

Não há duplicatas “bootáveis”
Se o disco estiver tão danificado que é necessário começar do zero, o Time Machine pode restaurar cada arquivo do backup (para o mesmo disco ou para outro), mas esse processo pode levar horas, ou mesmo dias em alguns casos, e não é possível utilizar o Mac durante esse procedimento. Não é possível fazer o boot diretamente do disco de backup do Time Machine, mas muitos outros programas permitem criar duplicatas “bootáveis” – cópias exatas de todo o disco – que podem deixar tudo funcionando muito mais rápido; o usuário pode então restaurar os arquivos como quiser.

As duas ferramentas mais conhecidas para criar esses “atalhos” são a SuperDuper!, da Shirt Pocket Software (28 dólares) e o Carbon Copy Cloner, da Bombich Software. Ambos são extremamente fáceis de usar e, acima de tudo, seguros. Muitos outros programas oferecem duplicatas bootáveis juntamente com outros tipos de backup; o ChronoSync da Econ Technologies (40 dólares) consegue sincronizar os dados e criar versões de backup assim como produzir duplicatas. E, com ajuda de um add-on de 10 dólares chamado ChronoAgent, é possível fazer tudo isso em uma rede.

Sem armazenamento móvel
O design to Time Machine prevê que o disco no qual os backups serão armazenados esteja em algum lugar na casa ou escritório do usuário. Mas é sempre mais seguro ter uma cópia extra dos dados em algum outro lugar.

Membros do serviço MobileMe (99 dólares por ano) têm até 20GB disponíveis no disco virtual chamado iDisk, que é  lento, incompatível com o Time Machine e é provavelmente pequeno demais para armazenar todo o disco. E apesar da possibilidade de usar o Back to My Mac do MobileMe para acessar um Time Capsule em uma rede remote, os altos requerimentos de banda larga do Time Machine são uma dor de cabeça para os usuários.

Em contrapartida, poucos serviços de backup online armazenam automaticamente os dados do usuário fora da máquina. O software incluído geralmente oferece dois recursos chave para minimizar o uso de banda e de espaço de armazenamento, ao aumentar a velocidade. Em primeiro lugar, esses serviços somente fazem o backup de parte dos arquivos, que são modificados enquanto a antiga cópia de segurança é executada, e não todos os dados.

Além disso, esses serviços têm recursos que impedem que os mesmos dados sejam copiados mais de uma vez; nessa categoria de serviço, encaixam-se o Backblaze (5 dólares por mês), MozyHome da EMC (5 dólares por mês) e o CrashPlan Central (planos anuais de 54 dólares para um único computador e 100 dólares para o plano família).

Todas essas ferramentas permitem ao usuário armazenar seus dados sem limite de tamanho online por uma taxa consideravelmente pequena. Mas o Crash Plan é o único provedor que permite também que o cliente faça o back up para um disco local ou um disco compartilhado com outra pessoa – que pode estar em qualquer lugar do mundo – em vez de pagar pelo próprio armazenamento online da empresa. É possível fazer isso com o software gratuito do CrashPlan ou com o CrashPlan+ (60 dólares), que também faz o backup dos arquivos continuamente, de acordo com as mudanças nos dados, e permite ao usuário restaurar esse conteúdo a partir do CrashPlan Central através de qualquer navegador.

 

Não há criptografia
O Time Machine não oferece backups criptografados de forma nativa, e, pior ainda, o equipamento não funciona corretamente com a codificação do FileVault do OS X. Com o FileVault habilitado, o Time Machine pode fazer o backup dos arquivos somente quando o usuário não está logado, e caso queira restaurar um arquivo copiado, é preciso fazer isso manualmente.

Todos os provedores de armazenamento online mencionados acima também criptografam os dados automaticamente. Há outros softwares mais convencionais que também oferecem a codificação dos dados, como o Data Backup, da Prosoft Engineering (59 dólares), o Personal Backup da Intego (componente do Internet Security Barrier – 80 dólares) e o Tri-Backup da Tri-Edres (69 dólares). Todos esses permitem criar duplicatas bootáveis e versões de backup.

Sem transparência
Você pode clicar no ícone do Time Machine na barra de menu para ver quantos dados estão sendo copiados no momento, mas essa é toda a informação disponível. Apesar da possibilidade do usuário excluir manualmente certos arquivos, pastas ou volumes, as configurações do Time Machine são restritas. A maioria dos outros programas permite ao usuário customizar o comportamento do backup para encaixar exatamente com suas necessidades, e exbir logs detalhados de suas atividades.

Se você gosta do Time Machine mas não se sente confortável com as simples opções de ligar e desligar, alguns add-on terceirizados – sem suporte da Apple, claro – permitem alterar o comportamento do periférico e navegar por seus processos. O Backup Loupe (5 dólares) mostra exatamente o que está sendo armazenado, quando e quanto espaço em disco está sendo utilizado. O Back-in-Time do Tri-Edre (29 dólares) é uma interface alternativa para acessar o Time Machine, que proporciona muito mais detalhes sobre os backups e mais flexibilidade ao restaurar e podar os arquivos. E, por fim, o Time Machine Editor (gratuito) que permite modificar o cronograma do Time Machine para algo além do backup de hora em hora.

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