Qual sistema mobile não gosta de mulher? Errou, é Android





Apesar da fama de seus usuários, o iPhone não é especialmente misógino. Seus usuários se dividem igualmente entre homens e mulheres, embora eu sempre recomende procurar pelo detalhe, pra ver se é mulher mesmo.

Já o Android, segundo uma pesquisa do ReadWriteWeb é um Clube do Bolinha total, um Festival da Salsicha, uma mina chilena se os mineiros fossem pênises e se alguém jogasse mais pênises no buraco até o topo. Então pisassem pra caber mais, completassem com mais pênises e fechassem com uma tampa com um pênis desenhado. Dos dois lados.

É feia a coisa. Uma pesquisa com 78.835 usuários de celular entre 25 e 39 anos revelou que 11,9% dos homens considera um Android como seu próximo aparelho, já entre mulheres apenas 5% pensam nisso.

Outro estudo do começo do ano mostra que só ¼ dos usuários de Android é mulher.

Claro, existem marcas que falam diretamente ao público feminino, a Nokia tem vários aparelhos que as mulheres adoram, altamente estilosos. Uma vez reclamei que um não era ergonômico, tomei uma bronca. O aparelho era totalmente pensado para caber em qualquer bolsa minúscula, em formato de batom.

Já a Apple, embora seja mais asexual em sua escolha de público, tem bastante penetração (com todo o respeito) nesse segmento.

Qual o problema do Android?

Alguns anos atrás seria simples dizer que é uma questão de gueto, que somente freetards utilizam celulares Android, etc. Hoje esse tipo de explicação não se aplica, o Android já é mainstream, os comerciais falam para o público em geral e não assustam com detalhes técnicos.

Eu chutaria que tem a ver com design. O Android não é uma marca universal como o iPhone, com a pulverização entre dezenas de modelos ele perde força, aí quando a consumidora chega na loja, olha a vitrine e se confunde. São montes de celulares parecidos, sem nenhum destaque.

Isso pode acontecer com o Windows Phone 7, o perfil é o mesmo: Um sistema operacional decente*, aparelhos bons mas sem nenhum destaque individual. Talvez a ênfase no social torne o Windows mais mulher-friendly, é possível, mas isso não ocorrerá por causa do hardware.

Tem Cura?
Tem. O Android precisa mudar o posicionamento do sistema, independente dos fabricantes. Se há essa independência toda do hardware, podem explorá-la e mostrar que o Android serve sim para mulheres e que um telefone mais feio será compensado por um monte de aplicações úteis para o dia-a-dia delas. Fazer o caminho inverso, tornar o hardware irrelevante e focar no software, transformar o Android em algo que elas desejem, independente da forma. Como um George Clooney barrigudo.

Funcionará? Talvez, se houver essa intenção por parte do Android. Infelizmente não existe “O Android” como entidade única, nem o Google dá bola pra esses detalhes (seu público são as operadoras) e fora eles não há nenhum grupo de interesse para assumir esse papel.

*nota: O Android só se tornou decente -segundo relatos- do 2.1 em diante. Minha experiência com o 1.5 no motorola Dext tem sido um horror, ele não faz o básico do básico. Sequer screenshot é possível sem rootear o aparelho. E estamos falando de um sistema que foi anunciado ANTES do PRIMEIRO iPhone. E de um aparelho de R$1200,00 no plano pré. Ainda sendo vendido. E SEM atualização do fabricante. Mas eu sou Livre.

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