Minha origem 2

Minha origem,meu sobrenome é FADEL

VIRTUOSO

OS LIBANESES NO RIO GRANDE DO SUL

São poucos os libaneses ainda existentes em Rio Grande, mas as tradições do Líbano continuam sendo preservadas por seus descendentes. A miscigenação é um fator que dificulta a preservação da cultura libanesa no Brasil. Mesmo assim ela ainda resiste no município.
Os libaneses que chegaram por aqui não puderam preservar a língua árabe, diferente dos portugueses, poloneses e italianos que foram trabalhar no campo e conseguiram manter a fala do país natal, visto que foram obrigados a aprender o português para comunicarem-se com seus clientes no comércio.
O libanês Idriss Mohsen, 54 anos, preserva as tradições de seu país em casa e no seu restaurante. Atracou aqui aos 19 anos, onde já estavam os parentes. Segundo ele, a cultura de seu país é de imigração. “No país que chegamos adotamos como pátria e assimilamos um pouco da sua cultura”, afirma. Casado com uma brasileira e pai de dois filhos ele preserva na gastronomia os hábitos de seu país natal. “Lentilha com arroz, kibe assado, cru e frito, grãos de bico com molho de gergelim como em minha casa” relata. Ele comenta com muita satisfação que foi muito bem acolhido no Brasil. “Gosto do Brasil. Estou aqui porque amo esse país”, fala.
O libanês Badih Bulos Halal, 66, proprietário de uma loja de roupas no município, atracou no município em 1957, aos 17 anos. Seus pais já moravam no município e ele e seu irmão vieram depois. Bulos afirma que mantém todos os costumes do seu povo, porém, os trajes libaneses é algo que ele não conseguiu manter. Em sua casa, na gastronomia não faltam pratos típicos como quibe, kafta, lentilha, coalhada (iogurte) e como aperitivos, eles têm 15 pratos diferentes, tais como pistache, amêndoas e grãos de bico, entre outros. “Gosto de cozinhar bastante”, afirma Badih.
A coalhada é um dos pratos mais consumidos pelo povo do Líbano, das mais variadas maneiras. Ele ensina libanês aos seus filhos com o intuito de preservar as tradições. “Minha esposa é brasileira, fica difícil preservar os costumes, as esposas dos meus irmãos são libanesas, por isso é mais fácil” explica ele. Ainda comenta que no Brasil come-se lentilha para trazer sorte, porém, ele come com freqüência. “Se fosse por isso eu deveria de estar rico”, diz.
Filho de Abdalla Nader, Fuad Nader, 80, comenta que preserva alguns hábitos ensinado por seus pais. Em 1909, desembarcou no porto de Rio Grande. Inconformado com a pobreza que vivia no Líbano tentou a sorte vendendo miudezas no município e constria um estabelecimento especializado em ferragens em geral.
Nader preserva alguns costumes libaneses que segundo ele já estão inseridos nos costumes brasileiros, como por exemplo a culinária. Atualmente, em sua casa, come-se quibe, esfirra, tabule que são pratos típicos libaneses. Segundo Fuad, em sua residência, com muita freqüência, prepara-se Kafta, carne moída no espeto. A língua não é falada com muita freqüência por ele, em virtude de não haver libaneses para conversar. “Ao contrário dos italianos e alemães que preservaram a cultura porque foram trabalhar no campo, nós, como fomos trabalhar no comércio, tivemos que aprender o português”, comenta.

Libaneses no Brasil
A imigração árabe no Brasil teve início no final do século XIX, quando o Imperador Dom Pedro II fez uma visita ao Líbano e estimulou a imigração de libaneses para o Brasil. Líbano e Síria foram atacados e dominados pela Turquia, fazendo com que muitos sírios-libaneses imigrassem para o Brasil, muito dos quais possuíam passaporte da Turquia, e eram muitas vezes confundidos com turcos quando chegavam ao Brasil. Até 1930, cerca de 100 mil árabes entraram no Brasil.
A partir do início do século XX a imigração árabe no Brasil cresceu rapidamente, concentrando-se nos grandes centros urbanos, onde se dedicavam, sobretudo, ao comércio. A maioria dos árabes, no Brasil, era cristã.

Líbano
O atrativo do Líbano não é somente o país. Sua população de 4,5 milhões de habitantes acrescenta o seu charme. Os libaneses possuem uma proverbial hospitalidade. Suas tradições de acolhida e amizade são fortificadas pelo sentido natural de liberdade que transmite espontaneamente aos seus visitantes.
A idade do Líbano se exprime em milênios. Nele encontram-se vestígios de todas as correntes de civilizações que o atravessaram, desde a idade da pedra até nossos dias. Cada metro quadrado desta pequena república tem um tesouro arqueológico. As quatro estações possuem um ponto em comum: um clima temperado e quase 300 dias de sol por ano.
A cozinha libanesa tradicional é conhecida por sua abundância em carnes, legumes e frutas. A bebida que acompanha é o “arak”, bebida alcoólica nacional, mas serve-se também outras como cerveja, vinho, whisky. Após o “mezzé” vem o prato principal: “lahmé mechaoui” (carne assada), “kafta” (espeto de carne moída), “sayadiah” (peixe com arroz e pistaches). Em seguida, vem os doces como: baklawa, atayef, karabije ou então frutas da região. Para terminar, um bom café turco.
Uma gama de mercadorias existe no Líbano em abundância quer seja roupas, última moda européia ou milhares de produtos alimentícios e aparelhos eletrônicos. Mas sem dúvida o visitante se interessará, provavelmente, pelos artigos artesanais tradicionais locais. Descobrirá a cerâmica, vidraria, cutelaria, objetos de latão e cobre, vestes como “cafetans”, “abayas” ou toalha de mesa magnificamente bordada, objetos de ouro e prata.
A vida noturna no Líbano lhe valeu o título de “Mil e uma noites”. Além dos night clubs de Beirute e Jounieh, principalmente, que oferecem as melhores atrações européias e orientais, existem numerosos bares nos diversos cantos do país.
Diferentes esportes podem ser praticados no Líbano durante todo o ano. Assim, pode-se praticar natação em uma das praias graças aos numerosos dias de sol e clima suave. Bem como pode também praticar esqui náutico, golfe e hipismo. Os esportes de inverno atraem ao Líbano os esquiadores, pois existem várias estações de esqui bem estruturadas dentro de um belo quadro natural.
A dança nacional é o dabke, um dança tradicional que se baila em todo país. A vida circula em torno da família. No interior, sobretudo nas montanhas, o estilo de vida é muito tradicional. Os libaneses são muito hospitaleiros. As festas religiosas, os casamentos e os funerais são considerados importantes eventos nos quais participam todo o povo. Os libaneses aceitam outras maneiras de vestir-se, ainda que nos povoados sejam mais tradicionais. Nas visitas em lugares sagrados é aconselhável vestir-se com discrição.

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Um comentário em “Minha origem 2

  1. “Idriss transformou o limão em limonada”: concordo
    Pena que o maior limão da sua vida é sua “esposa”.
    Até onde sei, homens libaneses não aceitam o adultério, mas infelizmente, quando o empreendedorismo toma conta da cabeça de um homem, não vê o que está acontecendo dentro de sua própria casa…
    Espero sinceramente que esse limão podre, ele jogue no lixo, ou passará o resto dos tempos servindo de chacota para quem sabe das peripécias da sua “amada”.

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