Games memória: Street Fighter – parte II

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Continuamos agora com a série especial do Games memória que refaz aqui no Infosfera a trajetória de Street Fighter (SF), o maior jogo de luta um-contra-um já lançado. No post anterior, lembramos como o game surgiu – e como aquele não muito pretensioso joguinho com dois personagens principais se tornou um mito. As histórias cheias de complexidade e enredos interligados evoluíram, os 12 personagens passaram a ter seus próprios motivos para lutar: vingança, prestígio, dinheiro, fama – e o fascínio pela série só aumentou.

Após conquistar os gamers com o Street Fighter que levava o “II” no nome, tudo que se esperava da Capcom era o lançamento do terceiro game da franquia. Mas a empresa resolveu explorar um pouco mais o sucesso do SFII, e lançou vários “upgrades” do jogo, que incorporavam pequenas alterações e até novos personagens sem deixar de ser ainda o segundo “street”.

Uma das marcas das versões que se seguiram ao “World Warriors” foi a tentativa da produtora de equilibrar um pouco mais os personagens, enfraquecendo os “todo-poderosos” Ryu e Ken e aumentando o potencial de pulhas como Zangief. Além disso, a opção por novos personagens se tornou o grande atrativo de quase todos os novos “streets” que surgiam – e também a crescente série de novos golpes e movimentos.

Como dito na parte I deste especial, dividi o trabalho “arqueológico” com o SF em vários posts porque um só Games memória não seria suficiente para relembrar toda a série. Acho que, pelo menos, mais uns dois episódios vêm por aí – inclusive com as versões do clássico para consoles como Nintendinho e Master System. Também como dito no primeiro post, sugestões, críticas, correções e “chamamentos de atenção” para algum detalhe esquecido são bem-vindos nos comentários abaixo. E claro, elogios, que sempre fazem bem.

PARTE II – CONQUISTANDO O MUNDO

Street Fighter II’ Champion Edition

Qualquer um que tenha gastado fichinhas no arcade com “Street Fighter II – The World Warriors” deve ter compartilhado de um mesmo sonho: controlar os chefões do game. Diversos foram os boatos espalhados a respeito de dicas furadas para conseguir a façanha – algumas que incluíam torrar montes de grana em fichas para fazer os “truques”, mas que só funcionavam mesmo para encher os bolsos dos donos das casas de fliperama.

Comandar os “bosses” para valer mesmo, só cerca de um ano após SFII, quando a Capcom lançou o “Street Fighter II’ Champion Edition“. Fora algumas melhorias gráficas e de movimentos, a grande (e importante) diferença mesmo era poder controlar e conhecer melhor a história de Balrog, M. Bison, Sagat e Vega. Além disso, o “Champion Edition” permitia pela primeira vez nos arcades utilizar dois personagens iguais (a versão World Warriors de Super Nintendo já tinha uma manha para fazer isso).

Melhor que o original, na opinião de alguns, era o “hack” do Champion Edition chamado – aqui em Porto Alegre, pelo menos – de “Street Maluco“. Para começar, o game era bem mais rápido, e alguns golpes sugavam muita, mas muita energia. A maluquice mesmo, no entanto, ficava por conta de coisas como personagens que “flutuavam” na tela, magias que saíam misturadas com outras (tipo shoryukens com hadoukens) ou multiplicadas e, o mais bizarro, a possibilidade de trocar de personagem no meio da luta apertando Start! (na imagem abaixo, percebam que o Guile é um E. Honda “transformado”).

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As maluquices do hack devem ter “inspirado” a Capcom para lançar versões seguintes do jogo. Assim, saiu o “Street Fighter II Turbo Hyper Fighting“. Essa versão oficial também era mais rápida e trazia personagens com golpes aéreos ou magias diferentes. Aqui também apareceu pela primeira vez o “kikouken“, a magia da chinesinha Chun-Li – mas nessa versão, ela ainda não empinava a bundinha na hora de disparar.

Nesse período de versões do SFII foi que ocorreu o auge da disputa entre a gurizadinha do Super Nes e do Mega Drive. E a cada nova versão que saía para os arcades, os proprietários de um e outro console se vangloriavam de serem os primeiros contemplados com uma adaptação “doméstica”. Assim, o “World Warriors” saiu só para Super Nes; em seguida, o Mega Drive foi o primeiro a ter um “Champion Edition”; mas a versão “Turbo Hyper Fighting” voltou a privilegiar o console da Nintendo.

Super Street Fighter II

A Capcom ainda não estava pronta para parar de ganhar grana com o SFII e lançar o III. Então, botou um “super” na frente do nome e surgiu “Super Street Fighter II – The New Challengers“. O game tinha gráficos melhorados e um sistema de som super bonzão que foi muito comentado na época. Mas, claro, como o subtítulo denuncia, o grande atrativo era presença de novos desafiadores além dos 12 originais. Quatro heróis inéditos estavam à disposição dos players.

Cammy, uma bela loirinha de tranças e maiô, foi a segunda mulher a aparecer na franquia. Para não perder o posto na feminilidade, a partir de “Super Street” Chun-Li começou a lançar sua magia de forma mais sensual – a arrebitadinha comentada acima – (confira na imagem um confronto entre a antiga e a nova musa da série).

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Além da loira, Fei Long (um “sósia” de Bruce Lee), Thunder Hawk (um índio da América do Norte e Dee Jay (um jamaicano cheio de ginga) fizeram sua estreia. Mas só Cammy se popularizou.

“Super Street” também teve seu upgrade, lançado pouco depois e chamado de “Super Street Fighter II Turbo – Grand Master Challenge” (como eles gostavam do termo “turbo” naquele tempo). O jogo, também chamado de “Super Street Fighter X”, tinha golpes especiais cheios de poderes, que pareciam tentar incorporar elementos dos jogos de luta que a SNK (a empresa do NeoGeo) estava lançando na época justamente para concorrer com o Street. O game também adicionava a barra inferior de energia na tela (cópia clara dos games da SNK) que, quando cheia, permitia os tais golpes (chamados de supercombos).

No entanto, a atração mais marcante do “Super Turbo” era, sem dúvida, um novo e misterioso personagem: Akuma (que, na época, também aparecia com o nome de Gouki), uma espécie de super Ryu, ou super Ken. Akuma não estava na lista de personagens para se escolher, nem aparecia sempre para se enfrentar. O lutador secreto foi depois personagem secreto de “Street Fighter Vs. X-Men” (falarei deste game no próximo post) e, em seguida, acabou incorporado em definitivo à galeria dos jogos de luta da Capcom.

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No “SSFII Turbo”, para encontrar com Akuma o gamer precisava ter um excelente desempenho. Então, antes da luta final contra o chefão M. Bison, Akuma aparecia, sentava o braço no boss e desafiava o jogador. Em seguida, também foi descoberto um truque que permitia ao gamer selecionar o personagem Akuma, desfrutando todo poder do grande mestre.

Depois de tantas versões do SFII, parecia que enfim a Capcom estaria pronta para seguir em frente e lançar o SFIII. Parecia, mas…




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