Especialista compara trocar fotos sensuais por celular a brincar de médico

O professor da Universidade York, em Toronto (Canadá), Peter Cumming, condenou a penalização do fenômeno conhecido como “sexting – a troca de fotos de pessoas nuas ou em poses sensuais através de celulares. Para o especialista, o sexting é o equivalente moderno do antigo “brincar de médico” que muitas crianças e adolescentes fazem durante a fase de descoberta do sexo.

– A tecnologia muda as coisas e pode haver consequências graves. Mas não se deve esconder o fato de que as crianças e os adolescentes são seres sexuais que sempre exploraram sua sexualidade, em todas as culturas e em todos os lugares – assegurou Cumming, durante o Congresso de Humanidades e Ciências Sociais realizado em Ottawa.

Há cerca de um ano, uma jovem norte-americana cometeu suicídio após fotos nas quais ela aparecia nua serem enviadas a celulares, o que fez com que setores dos Estados Unidos exigissem que o sexting fosse penalizado sob leis de pornografia. Nos país foram apresentadas propostas para classificar o sexting como pornografia infantil.

Conforme o professor, no entanto, a prática não deve ser penalizada sob as leis de pornografia. Ele também defende uma distinção entre a nudez e a pornografia

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