Como tirar melhor proveito do áudio de seu micro

 

 

 

Se o computador virou o centro dos lares digitais, há até quem tenha aposentado o aparelho de som. A vantagem, claro, é acessar e gerenciar mais facilmente a sua playlist a partir de poucos cliques com o mouse.

Só que os recursos sonoros que vêm embutidos com o micro dão conta apenas do trivial. O áudio costuma ser baixo e sujeito a distorções quando se aumenta muito o volume. Quem quer som de qualidade, precisará investir um pouco mais. O ideal é que o usuário adquira uma placa de som, aconselha o professor do Senac Informática Vitor Hugo Pires:

– Os computadores vêm com placas onboard, integradas à placa-mãe. Modelos offboard normalmente têm mais recursos de configuração e contam com processamento próprio.

Além disso, acrescenta o professor, tem a questão, na geração do som, da polifonia, como se fosse a quantidade de sons simultâneos que se consegue ouvir. Pode chegar a três vezes mais nos modelos offboard, o que garante maior profundidade de som.

Além da fonte (no caso, o computador) e da interface (a placa de áudio), o som digital apresenta outros componentes, explica Marcelo Johann, professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). São eles o conversor, que irá transformar os sinais digitais do som em analógicos (para as saídas de áudio estéreo), o amplificador, necessário para aumentar o sinal sonoro, e, por último, alto-falantes ou fones de ouvido.

– A pessoa pode começar investindo nas caixas de som e no amplificador – sugere Johann.

Alguns amplificadores ou caixas amplificadas têm entrada digital. É o caso em que o conversor está junto a esses aparelhos. E existem micros que vêm com saída digital, mas necessitam um cabo adequado para conectá-los.

A solução encontrada pelo assessor sindical Caio Britto, 26 anos, de Porto Alegre, foi plugar o laptop nos alto-falantes de um aparelho de som. Para fazer essa conexão, comprou uma interface de áudio USB, que conecta o computador no som e até na TV, para ouvir o áudio a partir desses equipamentos. Ele acessa suas músicas e rádios online tudo pelo micro. A vantagem, destaca, é a portabilidade:

– Sou o DJ da turma. Levo minhas músicas para qualquer lugar. Com qualquer aparelho de som, posso utilizar a minha playlist – diz Britto, que guarda 20 mil arquivos de música (85 gigabytes) em seu micro.

Por mais que o notebook venha com alto-falantes, não é a mesma qualidade das caixas de som. O ganho é de potência e, com isso, um volume maior. Pires, do Senac, pondera que, quanto mais alto o som, maior a possibilidade de ouvir ruídos. Por isso, deve-se observar a impedância acústica dos equipamentos:

– Não basta ter a maior potência. Na placa, tem esse dado técnico sobre a impedância. É a soma das resistências entre os equipamentos. Se não for a mesma, pode ter ruído – afirma Pires.

Para Johann, da UFRGS, o importante mesmo é que o som seja sempre o mais agradável possível aos ouvidos:

– Grande parte da qualidade do som vai ser avaliada de forma mais subjetiva. É importante adquirir experiência ouvindo os equipamentos diferentes. Em um equipamento de som bom, se consegue transmitir detalhes sutis. Pode-se ouvir as notas com clareza, perceber detalhes.

Ou seja, teste antes de comprar.

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