Apple 2009

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No conforto dos laboratórios da Apple, a empresa prepara a próxima evolução do OS X. Mantendo o histórico de nomear seus sistemas operacionais com felinos, o Snow Leopard se apresenta, por enquanto, como um salto estrutural, mais que visual ou funcional.

Para o usuário é certo: o Snow Leopard não será compatível com os Macs com processadores PowerPC. É o fim da transição para os chips Intel e marcará uma divisão entre quem ainda tem PowerBooks, iBooks, G4 e G5 e os donos dos novos micros.

A primeira novidade marcante é o suporte completo à arquitetura de 64 bits, com um kernel, ou o coração do sistema operacional, compatível. Até agora, a Apple adotava um sistema híbrido que a emulava, evitando, por exemplo, a necessidade de renovação dos drivers dos micros. Com isso, permitiu que parceiros de hardware e software se acostumassem com o novo formato. O “efeito Vista” foi evitado, no qual a adoção dos 64 bits é lenta pela falta de demanda. O paradigma vindouro permitirá a adoção de impressionantes 16 TB de memória RAM e uso pleno do processamento já embutido nos Macs.

Os chips também se beneficiarão da Grand Central, tecnologia que torna o sistema operacional atento aos múltiplos núcleos dos Core2Duo e Xeon presentes nos desktops e laptops da empresa. Na teoria, seu Mac atual pode ficar mais rápido com o novo sistema operacional.

Mas o Snow Leopard deixará os CPUs com ciúme. Outra novidade implementada, a OpenCL, permitirá usar o poder dos chips gráficos presentes nas placas e controladoras de vídeo para o processamento geral. A indústria como um todo descobriu o potencial desse hardware, limitado originalmente a interpretar comandos específicos para acelerar jogos, aplicações de vídeo e fotografia, além das interfaces translúcidas e tridimensionais da atualidade.

O principal mercado profissional da Apple continua em foco. Editores de vídeo, e seu alvo, contarão com o QuickTime X, otimizado para os últimos codecs e com execução dos arquivos audiovisuais com qualidade e rapidez. Para as empresas em geral, suporte nativo ao Exchange, no Mail.app, iCal e Address Book.

E os desenvolvedores que já experimentam as betas do Snow Leopard anunciam mudanças que não foram alardeadas pela Apple. Os aplicativos do OS X emagreceram, sugerindo o caminho para a utilização em plataformas com menos espaço em disco e memória, como o iPhone e até o especulado netbook da empresa. Há oferta de customização do multitouch para os programadores independentes e opção de localização de idioma para qualquer programa instalado. 

O desafio que se apresenta por enquanto é convencer o usuário a pagar por um software que poderia ser gratuito, como um pacote de atualizações do Leopard atual. As funções conhecidas do OS X 10.6 preparam os Macs, e a Apple, para a computação da próxima década, que há poucos anos pareciam possíveis apenas em supermáquinas.

Quando a Apple apresentou oficialmente o Snow Leopard, em julho, prometeu a versão final “para a mesma época, em 2009”. Acredita-se que ele pode vir antes, adiantando-se ao lançamento do Windows 7. De qualquer forma, a Apple terá que oferecer mais para o usuário final para compensar a aquisição. Uma boa faxina na interface do sistema, que carregou problemas ao longo do tempo, como a expansão errática das janelas, é bem-vinda.

fonte:http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/macman/idgcoluna.2008-12-15.0176716867/

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