Ubuntu versus Vista parte 2

Conclusões
Como o Ubuntu e o Vista podem ser definidos, comparados entre si?

Para ser honesto, existem muitos aspectos no Ubuntu que me impressionaram. O software disponível foi bem escolhido, e o pessoal da comunidade tem feito um grande esforço para oferecer suporte técnico à maioria das tarefas que as pessoas realizam com seus PCs. O fato de que é gratuito, naturalmente, é outra grande motivação, especialmente se seu orçamento foi todo consumido em hardware.

Mas existe pelo menos a mesma quantidade de características do Ubuntu que considerei desencorajadoras ou frustrantes. Ainda existem muitos pontos em que é preciso recorrer a uma linha de comando e digitar um conjunto de caracteres nada intuitivos para conseguir fazer alguma tarefa ou editar um arquivo, ou – pior ainda – fazer o download e compilar código-fonte. Para um usuário iniciante, este último fator é terrível, porque se o código de compilação falhar, ele certamente nem terá idéia do que fazer.

Para ser escrupulosamente justo, a situação nem sempre é muito melhor no Windows: a maioria dos usuários considera nada atrativa a idéia de vasculhar o Registro –, embora o Registro obrigue a manter algum grau de consistência no modo como os dados de configuração são armazenados.

Outra área em que o Ubuntu ainda precisa de aperfeiçoamento é a documentação – não somente os manuais de ajuda online, mas as próprias caixas de diálogo e prompts. Alguns dos trechos nos textos de instalação utilizam conhecimento do Linux que pode não estar em evidência, e algumas coisas são tão pouco documentadas, que elas dificilmente parecem estar disponíveis. Por exemplo, toda a seção sobre impressão para a versão 6.10 é essencialmente um link para o LinuxPrinting.org e para a página Ubuntu Wiki Printer. O problema com o prompt do usuário foi relativamente resolvido, desde a versão 6.10, mas ainda é um fator que precisa de atenção.

Geralmente, os wikis de auxílio ao usuário do Ubuntu são úteis, mas são inconsistentes em termos do que é abordado e de como isso é feito, e freqüentemente presumem conhecimento por parte do leitor que pode não existir. Por outro lado, a documentação empregando linguagem simples do Vista, para muitas funções comuns, vem sendo bastante aprimorada desde o XP, e foi implementado um sistema em que a ajuda contextual pode ser complementada com material online atualizado. (E também está mais fácil o acesso aos grupos de discussão utilizados para suporte técnico entre usuários).

O Ubuntu é melhor quando se trata de lidar com questões do dia-a-dia, baseadas em tarefas comuns, com aplicativos que não precisam de um sistema operacional específico para rodar bem. Devo admitir que os aplicativos em si não estão mais vinculados a qualquer sistema operacional; não é preciso o Windows (ou o Linux) para executar um bom processador de textos, e nem é necessário o Linux (ou o Windows) para dispor de um bom navegador. O Vista, por outro lado, tem um nível de integralidade e aperfeiçoamento, que algumas pessoas consideram difícil ficar sem ele – por exemplo, o modo como o Vista lida com hardware.

Na minha opinião, a melhor característica sobre o Ubuntu é o fato de que você pode iniciar o CD e testá-lo de um modo totalmente seguro. Se você estiver curioso quanto a se deve realmente (ou pelo menos parcialmente) “dar um tempo” ao mundo do Windows, grave você mesmo uma cópia do CD, e faça o teste. Apenas lembre-se de que ainda existe muitas coisas no Ubuntu que não são fáceis para o usuário comum – mas funcionam, e é possível que ele seja aprovado.

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2 comentários em “Ubuntu versus Vista parte 2

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